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Atualizado: há 1 dia




Ao longo do ano de 2026, em conjunto com o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, apresentamos a iniciativa bimensal Obras Abertas. As sessões decorrerão ao sábado, pelas 15h, no Palácio do Raio, em Braga. Este ciclo| de seis conferências visa a divulgação de trabalhos resultantes de estudos na área da História, promovendo o diálogo entre a investigação académica e o público. O programa contará com a participação de Leonor Ferreira Salguinho, Ricardo Pessa, Carolina Henriques Pereira, Raquel Oliveira Martins, Mikel Larrinaga Ortiz e Hugo Silveira Pereira.


A primeira conferência realizar-se-á no dia 31 de janeiro e será dedicada à apresentação da obra de Leonor Ferreira Salguinho, Serão outras as andorinhas. As mulheres de Ançã na segunda metade do século XVIII.


A entrada é livre e gratuita.

 
 
 

No dia 12 de dezembro de 2025, às 14h (horário de Portugal Continental), decorrerá a aula aberta «A crise do império espanhol (1621-1640)», ministrada pelo Professor Doutor Mikel Larrinaga Ortiz. A lição acontecerá no Anfiteatro de Engenharia II (ed. 16) da Universidade do Minho (campus de Gualtar, Braga). A atividade é organizada por Maria Marta Lobo de Araújo, docente do departamento de História da Universidade do Minho. A entrada é livre e gratuita.


Mikel Larrinaga Ortiz é doutorado pela Universidad del País Vasco (UPV/EHU), Espanha,  com a tese intitulada “Alcances y límites del proyecto ilustrado. El impacto de las reformas asistenciales y de orden público en Guipúzcoa (1750-1850)”. Durante este período, esteve três meses na Universidade de Lisboa sob a tutela de José Damião Rodrigues. A sua linha de investigação enquadra-se no âmbito da história social, abrangendo tanto o século XVIII como a primeira metade do século XIX, centrando os seus estudos no País Vasco, com especial atenção para a província de Guipúzcoa. Especializou-se na história da pobreza e das reformas sociais, bem como no estudo de novas reformas da ordem pública.

 
 
 

Mikel Larrinaga Ortiz, membro do grupo, publicou o livro El socorro de los infelices. El impacto de las reformas asistenciales en Guipúzcoa (1750-1850), vencedor do Prémio Jesús María Leizaola 2024, promovido pelo Instituto Basco de Administração Pública (IVAP) e editado pela mesma entidade.


O livro inicia-se com uma revisão geral das reformas assistenciais e de ordem pública implementadas na província de Guipúzcoa no período referido. A partir dessa contextualização, o autor centra a sua atenção nos hospícios ou casas de misericórdia do território, instituições que se tornaram fundamentais no âmbito das reformas iluministas da assistência social. Estes estabelecimentos procuraram conciliar vários objetivos — nem sempre fáceis de concretizar — como a promoção da indústria, o controlo da disciplina e o apoio aos mais necessitados.


O autor analisa estas instituições a partir de várias perspetivas, dando particular destaque ao contraste entre o discurso reformista e a realidade prática. Para isso, examina aspetos estruturais como a organização administrativa, as receitas e despesas, o número de pessoas acolhidas e os diferentes tipos de assistência prestada. Paralelamente, revisita interpretações que enfatizaram de forma excessiva o caráter repressivo dos hospícios, mostrando que a crónica escassez de recursos acabou por limitar significativamente a implementação dos seus objetivos de ordem pública.


A obra inclui ainda capítulos dedicados não apenas às estruturas institucionais, mas sobretudo aos protagonistas que rodeavam estes estabelecimentos. Por um lado, investiga o perfil dos principais promotores, revelando os círculos de poder ligados à Sociedade Bascongada de Amigos do País, cuja influência socioeconómica assentava em vastas redes de serviço ao monarca. Por outro lado, concentra-se nos próprios utilizadores dos hospícios, cujo quotidiano se tornou acessível graças aos memoriais ou pedidos de ajuda dirigidos à Casa de Misericórdia de Tolosa e à Casa de Caridade de Vergara. São consideradas as vulnerabilidades reveladas nos pedidos, a origem socioeconómica dos requerentes, o apoio prestado por familiares e vizinhos em situações de dependência e, por fim, o papel dos hospícios na resposta às necessidades da população.


Para a realização deste estudo, o autor recorreu a um vasto conjunto documental proveniente de arquivos institucionais, municipais, provinciais e nacionais. Além disso, enquadra a realidade de Guipúzcoa no contexto hispânico através de uma ampla bibliografia comparativa.


 
 
 
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© 2020 Alexandra Esteves e Luís Gonçalves Ferreira

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